Socorro! Está Impossível Educar o Meu Filho - Armando Correa de Siqueira Neto
Mediante as dificuldades cotidianas de se educar os filhos, vê-se a necessidade de agir com maior rigor, utilizando-se de um planejamento a ser compreendido e discutido entre todos aqueles que convivem com as crianças. É importante criar um método que ajude no processo educacional dos filhos. Não obstante, agir organizadamente traz mais harmonia para dentro dos lares, além de gerar a gostosa sensação de se estar cumprindo a vital missão: educar o ser humano para uma vida mais plena.Faz-se necessária a lembrança de que a Educação Infantil deve acontecer em casa e de que, à escola, compete a formação acadêmica, acrescida de alguns valores. Portanto, é um casamento de forças educacionais, e não um jogo de empurra-empurra, no qual a criança deixa de ser educada e, de quebra, sente-se um transtorno. A educação leva tempo, não ocorre da noite para o dia. Ela é um processo. Não somos máquinas programáveis, somos gente, que necessita de desenvolvimento e maturidade para tornar a vida melhor.Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma educação com baixos limites em sua estrutura, além da bola-de-neve dos relacionamentos ruins, que são desenvolvidos, em parte, como conseqüência desse equívoco. Contudo, a natureza é especial, e as possibilidades favoráveis são ilimitadas. Aqueles que despertam com nova esperança no coração encontrarão forças para fazer a diferença de seu jeito particular, próprio de cada família. Destacam-se alguns pontos-chave no processo de educação. Eles determinam o grau de êxito em cada caso. São o sacrifício, o acordo, os objetivos, o conhecimento, a paciência, a firmeza e a perseverança. Acrescente outros itens que desejar e melhore ainda mais esse encontro de boa vontade com a educação dos filhos.1. SACRIFÍCIO: A tarefa da educação requer sacrifícios como paciência, perseverança e firmeza. Tudo tem um preço na vida. Compreender o resultado do sacrifício ajuda a tornar o custo mais leve. Há tempos, as pessoas evitam os sacrifícios, cujo significado é “privação de coisa apreciada”.2. ACORDO: Todos os cuidadores precisam se conhecer e agir de comum acordo e em parceria. Assim, a força estará concentrada na união e na aprovação da forma de educar. A criança percebe se o conjunto é coerente.3. OBJETIVOS: Estas tarefas de educação visam educar a criança e, conseqüentemente, trazem mais harmonia para o lar. Todos devem ter conhecimento acerca do que se pretende com a educação.4. CONHECIMENTO: A criança, a partir de 2 anos de idade, aproximadamente, testará e contestará os pais, utilizando-se da famosa birra (choro, esperneação, etc.) como instrumento para essa finalidade. “Quem não chora não mama.”5. PACIÊNCIA: Sem a paciência, desistimos de nossos projetos; com ela, nos alimentamos diariamente, dando forças para a firmeza.6. FIRMEZA: Manter a prática firme da educação e criar o seu hábito levam à consistência e à segurança da criança. Lembre-se de que o tempo gera o hábito, e o hábito gera a economia.7. PERSEVERANÇA: No dia-a-dia é que se constrói a educação; portanto, a sua manutenção persistente é fundamental. A constância permite um resultado bem melhor.Vale lembrar a questão humana presente na vida familiar: o quanto se está envolvido com os filhos e as influências causadas nos pais em virtude de seus comportamentos. Ou seja, tolera-se ou não certos comportamentos infantis — tais como o choro, as dificuldades, etc. — de acordo com algumas experiências passadas dos pais. Eles podem estar “cegos” mediante certos comportamentos dos filhos. A história de vida é singular. Cada um tem a sua, inclusive a criança. Misturar as estações só dificultará o processo educacional e de convivência. Não é tarefa fácil; todavia, vale a pena.Outra questão é o sentimento de culpa, que é comum nos pais, em virtude do pouco tempo que passam junto com os seus filhos, do baixo ânimo e da pouca paciência que oferecem após um dia de exaustivo trabalho, além do acúmulo de noites mal dormidas, etc. No entanto, a culpa apenas dificulta a educação, diminuindo as chances de se praticar o que é necessário. Os pais acabam invertendo as prioridades, dão o que não devem, a exemplo dos presentes. Não se deve comprar os filhos com coisas, mas compartilhar a educação.Algumas regras colaboram no processo da Educação Infantil:1. Estar disposto a certos sacrifícios.2. Manter comunicação constante. As conversas fazem parte da educação.3. Não atender às birras, mas aos pedidos.4. Expor à criança que só será atendida se pedir em tom de voz normal.5. Evite usar os personagens de televisão para amedrontar ou punir os filhos. Faz mais sentido alegar que são os pais ou cuidadores que estão educando.6. Não voltar atrás.7. Oferecer algum tempo diário para se dedicar aos filhos, com carinho, brincadeiras, etc.8. Evite a contradição entre o que é dito pelos pais. A criança se sente confusa e dividida.9. Os pais são o modelo a ser seguido. Pense que tipo de modelo é o seu.10. Não acredite que o tempo, por si só, dará jeito na situação. Não haveria sentido em existir a educação.O pedido de socorro emitido pelos pais é compreensível, porém a criança também grita por ajuda. A birra é uma forma de saciar os prazeres infantis, entretanto, quando atendida, ela agrada e, ao mesmo tempo, gera um mal-estar na criança, que precisa de educação. Quando nos sentimos sem apoio (limites), a angústia é a sensação que expressa tais circunstâncias. O sacrifício de manter a educação é a luta diária que cabe aos pais e tem como recompensa a boa formação. Sacrifício requer uma cota de entrega. Em Efésios 5:2, temos: “E andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”.Pense profundamente sobre a entrega que deseja empreender. O método que persiste é aliviado pelo tempo. A criança aprende e cria os seus mecanismos próprios. Creia nela e em suas possibilidades de educação.
2 de agosto de 2008
Socorro! Está Impossível Educar o Meu Filho
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PAIS MAUS
Dr. Carlos Hecktheuer
Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, por duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.Mais do que tudo:Eu os amei o suficiente para dizer-lhes "não", quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e em alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difícieis batalhas de todas.Estamos contentes, vencemos! Porque, no final, vocês venceram também!E, em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: "Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo".As outras crianças comiam doces no café, e nós tínhamos de comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles "violavam as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos de tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos de esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos "PAIS MAUS", como os nossos foram.
Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, por duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.Mais do que tudo:Eu os amei o suficiente para dizer-lhes "não", quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e em alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difícieis batalhas de todas.Estamos contentes, vencemos! Porque, no final, vocês venceram também!E, em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: "Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo".As outras crianças comiam doces no café, e nós tínhamos de comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles "violavam as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos de tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos de esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos "PAIS MAUS", como os nossos foram.
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Reflexão
PROJETO DE INFORMÁTICA - Fazendo Amizade com o Computador.
FENÔMENO:
"Identidade Social e Organização Social Comunitária na Vila Pinto".
PRINCÍPIOS:
Área de Matemática: As relações lógico-matemáticas, no cotidiano do aluno, contribuem para o desvelamento da realidade, favorecendo a construção da identidade social e organização comunitária.
Área de Ciências: A compreensão do sujeito de como funciona o seu corpo, das suas necessidades, dos processos/transformações que ocorrem na natureza e de como interage com o meio possibilita a ação responsável na organização coletiva .
OBJETIVO:
Instrumentalizar o aluno com a informática, abrindo horizontes para um mundo em constante evolução.
JUSTIFICATIVA:
Desde o início dos tempos, o homem tem buscado formas de facilitar sua vida, inventando instrumentos para seu conforto. No início, a evolução foi lenta, mas a Ciência, na sua trajetória evolutiva, avança em progressão geométrica, de tal sorte que pelos princípios científicos aplicados à informática, chegamos hoje a uma velocidade tal que ao tomarmos conhecimento de uma nova descoberta, ela já está sendo superada. Assim, a informática, a par de reduzir distâncias, está levando os povos a globalização. Globalização que – podemos dizer – iniciou-se na área das comunicações, pois quando assistimos , aqui ou em qualquer outra parte do planeta, a uma partida de futebol, no exato momento em que ela se realiza, lá no Japão , por exemplo, está havendo uma integralização; quando a Bolsa de Hong Kong sofre um baque violento, cujos resultados são imediatamente transmitidos, e atinge, não apenas a nós , mas o mercado financeiro internacional, é sinal de que há integralização econômico-financeira do orbe terrestre.
Se perscrutarmos a origem fenomenológica dos fatores e acontecimentos totalizantes, vamos constatar que ela encontra sua gênese na informática.
Tendo em vista a celeridade com que a tecnologia caminha, não é lícito a nós, educadores, deixarmos à margem do progresso aqueles cuja educação está sob nossa responsabilidade. Também não podemos ter a pretensão de ministrar conhecimentos suficientemente capazes de suprir necessidades futuras frente à incógnita que constituem as demandas que advirão. Cabe-nos agregar condições para que os alunos se familiarizem com as mais recentes descobertas no terreno da informática, abrindo-lhes horizontes que lhes possibilitem ingressar no mercado de trabalho.
Essa responsabilidade é muito maior para nós, educadores de classes populares, que, historicamente, são preparadas para se transformarem em classes dominadas, manipuladas, marginalizadas e humilhadas.
É insofismável a importância dessa nova e útil instrumentalização que se introduz no aprendizado escolar da rede municipal porto-alegrense, uma vez que , até então, isso se constituía em benesses das classes privilegiadas.
Hoje, com a atual política de educação do Município e a implantação dos Ciclos em suas escolas, as portas vão-se abrindo para nossos alunos, vislumbrando-se melhores perspectivas.
Com a implantação da rede de computadores na escola, acesso à Internet, assessoramento da UFRGS e consciência da velocidade do mundo atual, motivei-me a executar, junto aos alunos, um projeto pelo qual possam tornar-se amigos do computador, através de programas que, no decorrer do ano, utilizaremos como recurso para trabalhar os diversos conteúdos que serão desenvolvidos.
Há de entender-se que os alunos, ao se envolverem com o computador, terão possibilidade de um maior desenvolvimento intelectual e mais capacidade criativa, em função da multiplicidade de recursos que lhes são oferecidos de forma prazerosa. À medida que forem fazendo descobertas, ir-se-ão estimulando, cada vez mais, na busca de novos conhecimentos, já que terão no computador uma fonte inesgotável de saber.
Dessa forma, colocada a informática, ao alcance dos menos afortunados, das crianças de vila, neste mundo cada vez mais informatizado, proporcionar-lhe-emos o conhecimento da moderna tecnologia, derrubando o mito e habilitando-as, por conseguinte, a operar esta máquina fantástica que parece, por vezes, superar o homem em cuja inteligência ela encontra sua geratriz.
OPERACIONALIZAÇÃO:
Inicialmente, exploração livre para conhecimento do computador.
Jogos para dominarem o uso do mouse.
Desenhos, no Paint, refletindo conteúdos trabalhados em ciências, com possibilidade de futura exposição.
Elaboração, pelos alunos, de problemas matemáticos a serem digitados no Word e resolvidos pelos colegas.
Correção de cálculos nas planilhas do Excel , visando à autonomia do seu processo de construção de conhecimento com desenvolvimento da auto-estima.
Pesquisa na Internet, interagindo em um conteúdo além dos livros, das trocas de informações com outros estudantes e tudo mais que a informática pode oferecer.
CONCLUSÃO:
Baseado no fenômeno que norteia o trabalho na Escola Municipal Mariano Beck no ano de 1998 "IDENTIDADE SOCIAL E ORGANIZAÇÃO SOCIAL COMUNITÁRIA NA VILA PINTO", entendo que o projeto "FAZENDO AMIZADE COM O COMPUTADOR", possibilita uma revolução ideológica, pessoal e familiar na comunidade escolar, no sentido de valorizar o lugar onde moram, a escola onde estudam, possibilitando mudanças que acharem necessárias.
"Identidade Social e Organização Social Comunitária na Vila Pinto".
PRINCÍPIOS:
Área de Matemática: As relações lógico-matemáticas, no cotidiano do aluno, contribuem para o desvelamento da realidade, favorecendo a construção da identidade social e organização comunitária.
Área de Ciências: A compreensão do sujeito de como funciona o seu corpo, das suas necessidades, dos processos/transformações que ocorrem na natureza e de como interage com o meio possibilita a ação responsável na organização coletiva .
OBJETIVO:
Instrumentalizar o aluno com a informática, abrindo horizontes para um mundo em constante evolução.
JUSTIFICATIVA:
Desde o início dos tempos, o homem tem buscado formas de facilitar sua vida, inventando instrumentos para seu conforto. No início, a evolução foi lenta, mas a Ciência, na sua trajetória evolutiva, avança em progressão geométrica, de tal sorte que pelos princípios científicos aplicados à informática, chegamos hoje a uma velocidade tal que ao tomarmos conhecimento de uma nova descoberta, ela já está sendo superada. Assim, a informática, a par de reduzir distâncias, está levando os povos a globalização. Globalização que – podemos dizer – iniciou-se na área das comunicações, pois quando assistimos , aqui ou em qualquer outra parte do planeta, a uma partida de futebol, no exato momento em que ela se realiza, lá no Japão , por exemplo, está havendo uma integralização; quando a Bolsa de Hong Kong sofre um baque violento, cujos resultados são imediatamente transmitidos, e atinge, não apenas a nós , mas o mercado financeiro internacional, é sinal de que há integralização econômico-financeira do orbe terrestre.
Se perscrutarmos a origem fenomenológica dos fatores e acontecimentos totalizantes, vamos constatar que ela encontra sua gênese na informática.
Tendo em vista a celeridade com que a tecnologia caminha, não é lícito a nós, educadores, deixarmos à margem do progresso aqueles cuja educação está sob nossa responsabilidade. Também não podemos ter a pretensão de ministrar conhecimentos suficientemente capazes de suprir necessidades futuras frente à incógnita que constituem as demandas que advirão. Cabe-nos agregar condições para que os alunos se familiarizem com as mais recentes descobertas no terreno da informática, abrindo-lhes horizontes que lhes possibilitem ingressar no mercado de trabalho.
Essa responsabilidade é muito maior para nós, educadores de classes populares, que, historicamente, são preparadas para se transformarem em classes dominadas, manipuladas, marginalizadas e humilhadas.
É insofismável a importância dessa nova e útil instrumentalização que se introduz no aprendizado escolar da rede municipal porto-alegrense, uma vez que , até então, isso se constituía em benesses das classes privilegiadas.
Hoje, com a atual política de educação do Município e a implantação dos Ciclos em suas escolas, as portas vão-se abrindo para nossos alunos, vislumbrando-se melhores perspectivas.
Com a implantação da rede de computadores na escola, acesso à Internet, assessoramento da UFRGS e consciência da velocidade do mundo atual, motivei-me a executar, junto aos alunos, um projeto pelo qual possam tornar-se amigos do computador, através de programas que, no decorrer do ano, utilizaremos como recurso para trabalhar os diversos conteúdos que serão desenvolvidos.
Há de entender-se que os alunos, ao se envolverem com o computador, terão possibilidade de um maior desenvolvimento intelectual e mais capacidade criativa, em função da multiplicidade de recursos que lhes são oferecidos de forma prazerosa. À medida que forem fazendo descobertas, ir-se-ão estimulando, cada vez mais, na busca de novos conhecimentos, já que terão no computador uma fonte inesgotável de saber.
Dessa forma, colocada a informática, ao alcance dos menos afortunados, das crianças de vila, neste mundo cada vez mais informatizado, proporcionar-lhe-emos o conhecimento da moderna tecnologia, derrubando o mito e habilitando-as, por conseguinte, a operar esta máquina fantástica que parece, por vezes, superar o homem em cuja inteligência ela encontra sua geratriz.
OPERACIONALIZAÇÃO:
Inicialmente, exploração livre para conhecimento do computador.
Jogos para dominarem o uso do mouse.
Desenhos, no Paint, refletindo conteúdos trabalhados em ciências, com possibilidade de futura exposição.
Elaboração, pelos alunos, de problemas matemáticos a serem digitados no Word e resolvidos pelos colegas.
Correção de cálculos nas planilhas do Excel , visando à autonomia do seu processo de construção de conhecimento com desenvolvimento da auto-estima.
Pesquisa na Internet, interagindo em um conteúdo além dos livros, das trocas de informações com outros estudantes e tudo mais que a informática pode oferecer.
CONCLUSÃO:
Baseado no fenômeno que norteia o trabalho na Escola Municipal Mariano Beck no ano de 1998 "IDENTIDADE SOCIAL E ORGANIZAÇÃO SOCIAL COMUNITÁRIA NA VILA PINTO", entendo que o projeto "FAZENDO AMIZADE COM O COMPUTADOR", possibilita uma revolução ideológica, pessoal e familiar na comunidade escolar, no sentido de valorizar o lugar onde moram, a escola onde estudam, possibilitando mudanças que acharem necessárias.
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Projetos
Produção oral para alunos com pouco domínio da língua
IntroduçãoA produção oral para alunos com pouco domínio da língua, muitas vezes, se restringe ao conhecimento e repetição de algumas palavras isoladas. É possível colocar os alunos em contato com textos originais desde cedo e levá-los a saber esses textos de cor. Os textos escolhidos devem ser de gêneros próprios para ser memorizados e reproduzidos oralmente, ou seja, gêneros que figuram socialmente assim, como os poemas, as canções, as parlendas. Essa estratégia didática permite que os alunos construam um repertório de textos originais próprios para sua faixa etária, além de introduzi-los ao uso da língua num contexto comunicativo e em que a língua inglesa não apareça reduzida a algo que ela não é. Objetivos- Construir um repertório de poemas em inglês - Memorizar poemas - Relacionar o texto oral ao texto escrito - Declamar poemas para colegas de outras classes Ano6º e 7º anosDesenvolvimento das atividades1. Perguntar aos alunos se sabem um poema em língua portuguesa de cor e pedir que o declamem 2. Perguntar se conhecem algum poema ou um verso em inglês. Caso saibam, pedir que o declamem 3. Dizer aos alunos que aprenderão poemas em inglês para declamar para colegas de outras classes 4. Declamar um poema (curto) em inglês. Antes de declamá-lo, porém, dizer que trata-se de um poema para crianças, dizer quem o criou e quando isso aconteceu. Ler o título e perguntar sobre o que imaginam que o texto trata. Explorar a discussão sobre o título, introduzindo reflexões sobre a temática do texto. Não há a necessidade de aprofundamento, apenas o suficiente para que os alunos entendam o tema minimamente.5. Perguntar se gostaram do poema. Pedir que repitam os versos depois do professor. Ler o poema algumas vezes, sempre pedindo para que os alunos repitam verso a verso, até que consigam memoraizar o texto todo e repeti-lo de uma única vez. É importante valorizar a entonação e a probnúncia. Caso a classe demonstre sinais de cansaço, alternar essa atividade com outras.6. Trazer o poema escrito e entregá-lo a cada um dos alunos. Formar boas duplas de trabalho, ou seja, que sejam profícuos na construção do conhecimento. Dizer de que poema se trata e pedir que os alunos o declamem mais uma vez. Pedir que leiam o poema para dizer quantos versos tem. Perguntar se sabem o que é um verso. Dizer a eles caso não saibam.7. Declamar o poema com as crianças e pedir que cada dupla vá acompanhando a declamação colocando o dedinho sobre a palavra que estão pronunciando. Acompanhar o trabalho das duplas, estimulando o ajuste entre o oral e o escrito.8. Colocar, na lousa, um cartaz em que o poema apareça escrito. Pedir que os alunos identifiquem o poema. Dizer como chegaram à tal conclusão. Obersar se os alunos já reconhecem elementos da língua escrita.9. Pedir que alguns alunos, um a umj ou em duplas, vá até a lousa e acompanhe a declamação feita pela classe com seu dedinho. O professor deve fazer as intervenções necessárias para que o aluno utilize recursos para ajustar o oral ao escrito. Pedir que o aluno retome o poema de cor e inicie a declamação outra vez pode ajudá-lo a acertar.10. Pedir que alguns alunos encontrem determinadas palavras (uma a uma) no poema grafado no cartaz.11. Repetir a seqüência com outros poemas, fazendo ampliações dela no que diz respeito ao contato com o texto escrito. Pode-se trazer estrofes fora de ordem e, depois, versos fora de ordem para que os alunos (em duplas) os coloquem em ordem, sempre declamendo o texto e pedir que justifiquem suas escolhas.12. Ao final do trabalho, cada dupla pode escolher um poema para declamar para outras classes (de alunos menores de preferência) num bonito sarau.
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Dificuldades na aprendizagem
Poemas para Cantar
Introdução Nesta seqüência de atividades, além de ampliar seu repertório musical, as crianças podem conhecer um pouco mais sobre a canção uma composição normalmente curta, que combina música uma melodia com poesia a letra. Objetivos - Ampliar o repertório musical das crianças - Aprender a ouvir/apreciar músicas diversas - Conhecer alguns poemas ou obras literárias musicadasConteúdos específicos Escuta musical Repertório musical Poesia Canções Ano 4 a 6 anos Tempo estimado Um semestre Material necessário Você vai precisar de alguns livros e de um aparelho de som. Para a realização desta seqüência, sugerimos algumas obras musicais com as características pedidas pela atividade:CDs: A Arca de Noé - volumes 1 e 2 (poemas de Vinícius de Moraes), Universal; De Paes para Filhos, de Paulo Bi (poemas de José Paulo Paes), MCD Records; Quero Passear, do Grupo Rumo, Palavra Cantada; Canções dos Direitos das Crianças, diversos artistas, Movieplay. Desenvolvimento das atividades Ouvir canções em roda Na primeira aula, leve o aparelho de som e apresente para a classe o que escutarão juntos. Conte às crianças que algumas das canções que vão ser ouvidas foram originalmente escritas como poesia. Esse é o caso, por exemplo, das faixas que compõem o CD A Arca de Noé, cujas letras são de Vinícius de Moraes, que só ganharam o acompanhamento da música muito tempo depois de terem sido criadas.
Leia os poemas, textos ou letras das canções antes e também depois de ouvir a música. Procure deixar ao alcance das crianças, os livros em que estão os poemas ou textos musicados, para que eles sejam manuseados após a roda de leitura e música, e também em outros momentos do dia.
Ao fim de um período, todos devem saber cantar as músicas aprendidas, e podem cantar com a gravação.
Faça com que a atividade de escutar canções e poemas musicados seja um momento especial: crie uma aconchegante roda de música, na própria sala de convívio diário, e realize esse encontro, por exemplo, duas ou três vezes por semana. Depois de conhecidas, as músicas passarão a fazer parte do repertório das crianças, e poderão ser tocadas e ouvidas em outros momentos do dia. Avaliação Quando a atividade envolve música, é importante que o professor não compare as aprendizagens, mas que consiga observar as características de cada criança dentro do grupo. Ao escutar uma canção, elas não manifestam seu prazer e seu interesse da mesma maneira. Nem todas dançam ou batem palmas; algumas preferem se manter atentas, apenas escutando, o que não significa não gostar do que ouvem.
É importante que o professor reconheça as manifestações de prazer e desprazer de seus alunos diante da música. Ele pode organizar rodas de apreciação musical, em que todos conversarão sobre suas músicas preferidas, sobre porque gostam ou não de determinada obra. Com isso em mente, podem ser bons critérios de observação:- As crianças incorporaram canções apresentadas na roda de música ao seu repertório? Cantam-nas espontaneamente? - As crianças se interessaram em procurar e localizar os poemas/letras de canções nos livros? - As crianças pedem, em outros momentos do dia, para que o professor toque as canções que escutaram na roda de música?
Leia os poemas, textos ou letras das canções antes e também depois de ouvir a música. Procure deixar ao alcance das crianças, os livros em que estão os poemas ou textos musicados, para que eles sejam manuseados após a roda de leitura e música, e também em outros momentos do dia.
Ao fim de um período, todos devem saber cantar as músicas aprendidas, e podem cantar com a gravação.
Faça com que a atividade de escutar canções e poemas musicados seja um momento especial: crie uma aconchegante roda de música, na própria sala de convívio diário, e realize esse encontro, por exemplo, duas ou três vezes por semana. Depois de conhecidas, as músicas passarão a fazer parte do repertório das crianças, e poderão ser tocadas e ouvidas em outros momentos do dia. Avaliação Quando a atividade envolve música, é importante que o professor não compare as aprendizagens, mas que consiga observar as características de cada criança dentro do grupo. Ao escutar uma canção, elas não manifestam seu prazer e seu interesse da mesma maneira. Nem todas dançam ou batem palmas; algumas preferem se manter atentas, apenas escutando, o que não significa não gostar do que ouvem.
É importante que o professor reconheça as manifestações de prazer e desprazer de seus alunos diante da música. Ele pode organizar rodas de apreciação musical, em que todos conversarão sobre suas músicas preferidas, sobre porque gostam ou não de determinada obra. Com isso em mente, podem ser bons critérios de observação:- As crianças incorporaram canções apresentadas na roda de música ao seu repertório? Cantam-nas espontaneamente? - As crianças se interessaram em procurar e localizar os poemas/letras de canções nos livros? - As crianças pedem, em outros momentos do dia, para que o professor toque as canções que escutaram na roda de música?
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